Em fevereiro de 2006 o Pr. Amim Rodor esteve em Campo Grande (MS), palestrando no congresso da Federação dos Empresários e Profissionais Liberais Adventistas do Sétimo Dia (FE-MS), que teve como tema: O Reavivamento e a Reforma na IASD.
Na ocasião do congresso, o Pr. Amim teve o segundo contato com o Projeto Missão Final, sendo que o primeiro foi no UNASP II, quando ele e o Dr. Alberto Timm convidaram o coordenador do P.M.F, Abel Pompeu, para falar na capela aos teologandos.
O Dr. Amim vem manifestando preocupação quanto a necessidade de um reavivamento e reforma na IASD, tendo, inclusive, artigo sobre este tema, publicado na Revista Adventista (RA). O Pr. Amim assim se manifestou:
Há mais de quinze anos, Neal Wilson, então presidente da Associação Geral, em uma “Carta Aberta à Nossa Igreja Mundial,” observa em palavras que parecem imersas numa aura de tristeza e melancolia: “Devo confessar que, a despeito do progresso e vitórias em muitas áreas, sinto-me mais e mais persuadido de que algo está faltando…” Do contexto particular da Carta do Pastor Wilson, bem como do contexto mais amplo de todo o livro The Power of the Holy Spirit, onde a Carta foi publicada, o que está faltando é visto em termos espirituais: Falta-nos a profunda experiência do reavivamento e reforma, há muito esperando pelo Povo do Advento. Neal Wilson indica um pouco adiante em sua Carta, que “É tempo para o povo de Deus unir-se e buscar o poder do Espírito, na chuva serôdia. Apenas tal experiência haverá de trazer-nos o tão esperado reavivamento apostólico da primitiva piedade de que Ellen White escreveu”.
De fato, quase um século antes a voz profética aos adventistas, havia declarado: “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser a nossa primeira ocupação”. “Maior e mais urgente necessidade…” Se tais palavras querem dizer o que entendemos e cremos que elas dizem, então muita ocupação secundária tem absorvido a atenção e tomado o lugar do que é prioritário na vida da Igreja. Por uma infinidade de textos E. White indica a abundância com que esta promessa deve se cumprir no tempo do fim. Assim, ironicamente, o que nos falta é precisamente aquilo que nos foi prometido em medida ilimitada, se fizermos desta busca nossa “primeira ocupação”.
O modelo da Igreja Primitiva permanece como desafio a inspiração para os líderes modernos do remanescente. Dirigindo-Se diretamente aos Seus apóstolos, depois da ressurreição, Jesus ordena que eles não se ausentassem em Jerusalém, mas que “esperassem a promessa do Pai” (At 1:4,5). Tão importante era este poder para o sucesso da proclamação do Evangelho, que segundo Jesus o pequeno grupo dos Seus associados imediatos, não deveriam iniciar nenhuma atividade ou se lançarem ao cumprimento da missão global deles, até que recebessem o cumprimento da promessa. Atos 2:2 informa que o “Espírito desceu…” e o resto do livro é o registro do resultado extraordinário desta ação divina na vida da igreja.
Os adventistas têm por muito tempo enfatizado que este início na Igreja Primitiva tem função tipológica, tipificando aquilo que aguardamos em proporção muito mais ampla e gloriosa no fechamento da obra do evangelho. Ellen White, contudo novamente observa que os pastores e líderes têm um lugar marcado no Pentecostes II. “É necessário uma reforma entre o povo, mas essa deve começar seu trabalho purificador pelos pastores. Eles são os vigias sobre os muros de Sião, para fazer soar uma nota de advertência…”. Neal Wilson, descrevendo o “Papel da Liderança no Reavivamento,” concorre com esta ênfase: “Se a obra de Deus está debilitada em sua instituição, associação ou igreja, os lideres devem primeiro examinarem-se a si próprios, e determinarem se a causa não se encontra com eles”. E então, conclui o experiente líder do movimento adventista, “A mensagem é clara, se queremos testemunhar um reavivamento na igreja, ele deve começar conosco [pastores/lideres].”
Abel Pompeu, pesquisador dedicado do tema do reavivamento e reforma nos escritos de Ellen White, prestou ao ministério adventista no Brasil um considerável serviço, ao reunir os textos inspirados envolvendo a liderança, como exemplo e inspiração, neste extraordinário movimento de reavivamento que deve acontecer na experiência da Igreja vivendo às vésperas dos últimos eventos. Estou convicto que centenas de pastores e outros líderes adventistas em contato com este material, certamente não desconhecido para a grande maioria deles, serão despertados e renovados espiritualmente, além de desafiados a assumirem o sagrado papel que Deus designou para eles como guias do rebanho, no desfecho final da história.
Amin A. Rodor, Th.D.
_____________________________
1George E. Rice e Neal C. Wilson, The Power of the Spirit (Hagerstown, MD,: Review and Herald and Publishing Association, 1991), pág. 39
2Idem., pág. 40
3Ellen White, Mensagens Escolhidas (Santo André.: Casa Publicadora Brasileira, 1966, 1:21.
4Ellen White, Testemunhos Para Igreja (Tatuí, SP.:Casa Publicadora Brasileira, 2004), 1:469.
5George Rice and Neal Wilson, ibid.,pág. 96
6 Ibid.